Desculpem a demora para postar aqui, mas como todos devem imaginar, estou de férias e tenho que aproveitar os últimos dias de folga que me restam.
Essa semana fui pela primeira vez à Praia Grande, que completa 42 anos de emancipação político-administrativa em 2009. Além das atrações programadas de uma cidade tipicamente turística, como shows, bares com bandas ao vivo, feiras de animais, outra coisa que me chamou a atenção foi a indiferença das pessoas perante um assalto ou algo parecido. Não estou criticando, de forma alguma, a violência da cidade – até por que violência existe em todos os lugares e ninguém está livre dela- mas tive a infelicidade de presenciar um “pós-roubo”, e achei deprimente o modo como as pessoas reagem, ou melhor dizendo, não reagem para ajudar.
O pobre homem que caminhava calmamente pela ciclovia teve sua bicicleta roubada em plena praça pública, onde as pessoas caminhavam, cantavam, tomavam sorvetes, e o pior é que tudo ocorreu a uma quadra do posto policial, dos guardas que se dispõe a ajudar ou salvar alguém desse tipo de coisa, como já podemos dizer, rotineira.
O homem com a voz rouca por causa dos berros, gritava: “pega ladrão, pega ladrão”, mas as pessoas a sua volta faziam questão de fingir que não viam nada. São cegos, surdos, mudos. Ou no máximo, quando tentavam demonstrar um interesse em prestar ajuda, diziam: “pensei que fosse brincadeira, se não teria derrubado o cara”. Mas já era tarde demais.
Até quando as pessoas serão indiferentes com o que acontece a sua volta?
É uma pena que enquanto as pessoas não mudam, eu só posso lamentar com esperança de que um dia as coisas vão ser diferentes.
domingo, 25 de janeiro de 2009
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fui pra lá esse ano e a minha diversão era ver a blitz da polícia...
ResponderExcluirÉ dificil mesmo ter que engolir atitudes como essa...
ResponderExcluirO problema não é o governo, não é a polícia, nem o bandido...o problema são as pessoas.
A vida real é assim mesmo.
ResponderExcluirAmigo vivo numa cidade do interior de Minas Gerais ha dez anos, e é bem assim, até entre os seus conterrâneos, eu que sou de fora estranho até hoje essa atitude! A conclusão que tenho é que o materialismo, consumismo esta robotizando as pessoas, deixando-as sem coragem e perdendo a espontâneidade de viver!
ResponderExcluirum abraço. e não perca a coragem e seja espontâneo mesmo nas adversidades.