Para começar esse blog, que fazer um apelo sobre uma coisa que me deixa perplexa.
Fiquei impressionada quando vi o cãozinho de rua ajudar outro cão que foi atropelado na avenida. Ele puxou o pobre atropelado para fora da pista e ficou lá até que chegou o resgate.
Essa não foi a primeira vez. Há uns meses outro cão foi prestar ajuda ao seu amiguinho que estava morto no meio de uma rua muito movimentada, e ali ficou como quem vela a morte de um ente querido.
Isso me fez pensar sobre algumas coisas, inclusive como um cão pode ser mais humano que muitos de nós, que mesmo na hora do desespero e na hora que o outro mais precisa da nossa ajuda, podemos ser falsos, egoístas, incapazes de pensar no próximo antes de nós mesmos.
Aconteceu na semana passada. Soldados e voluntários para recorrerem às vítimas das enchentes em Santa Catarina tiveram a pouca vergonha de escamotear, sim, roubar os próprios necessitados da catástrofe! Pessoas que precisavam urgente de ajuda, pois perderam suas casas, muitos perderam familiares e amigos. Mas isso não foi o bastante para comover os outros, que no início se mostraram tão prestativos e calorosos doando roupas, alimentos e eletrodomésticos. Foi só dar um voto de confiança que começaram a abusar e levar para as próprias casas, o que era de pertence das vítimas.
Quando vamos acordar e perceber o verdadeiro valor das coisas? Será que nem na hora do desespero as pessoas serão mais solidarias e verdadeiras? Será que nunca poderemos confiar em ninguém?
É por essas e outras que o Brasil não cresce, nem vai crescer se o homem não começar mudando a si próprio.
sábado, 20 de dezembro de 2008
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